segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Perdas e encontros

Eu me perdi quando te conheci. 

Eu me perdi em você, quando nossos lábios se tocaram pela primeira vez. Me perdi na segunda e na terceira vez que nos beijamos, de novo. Continuo e me perder em você, repetidamente. 

Eu me perdi de mim quando te conheci. 

Me perdi do meu antigo eu, do que eu pensava antes de te conhecer, de como eu via a vida. Eu me perdi de mim daquela época, que pensava no amor de uma forma tão egoísta. 

Me perdi e me perco toda vez que nossas peles se encontram, que nossos corpos se entrelaçam e nos momentos em que viramos um labirinto de nós mesmo. Um labirinto que vamos cada vez mais fundo, sem querer voltar ao estado inicial das coisas. 

Ao te encontrar, eu me perdi. E ao me perder, eu me achei.

Ein Brief

Liebe Person die das liest, 

Ich könnte hier über so viele Dinge die ich schon verloren habe. So viele materielle Sachen die ich im laufe diese 24 Jahre gehabt habe, Sachen die ich in die Erinnerung zurückgelassen habe, Sachen die ich irgendwo vergessen habe. Am Ende sind es aber das was die sind: Sachen. Objekte. Materielle Dinger, die man letztendlich (meistens) leist ersetzen kann. Nein, über solche Verluste werde ich dich nicht belasten. Du hast bestimmt genug Sachen die du verloren hast… vielleicht suchst du sogar momentan einer dieser Sachen? Ist das nicht dass leben? Dieses ewiges verlieren, suchen und finden? Manchmal findet man halt nicht das was man sucht, aber etwas wird man immer finden… und ich verliere hier mal wieder den Faden. Ach ja, ich wollte was erzählen. Was über Verlust und zwar über das verlieren von einem lebewesen zur Ewigkeit. Das ist so ein Thema was ziemlich jeder Mensch mit ein empathischen Gefühlen angehen kann, jeder hat mal ein Lebewesen verloren den man geliebt hat. Quatsch, den man immer noch liebt. Die Liebe, diese verliert man nicht. Die bleibt, auch wenn das Wesen sich zu die Ewigkeit entschlossen hat. In diesem Fall, war es meine Katze, Frida. Ach, hättest du mal die Ehre sie kennenzulernen! Sie war eine ganz kleine schwarz-weiße mietze, die sehr viel Aufmerksamkeit brauchte. Aber wer braucht das nicht? Ich weis das ich es auch brauche, weswegen wir so gut zueinander gepasst haben. Sie hatte viel Energie. Wollte immer spielen… bis sie es nicht mehr wollte. Bis sie keine Energie mehr hatte. Vergiftet ist sie verstorben. Das interessante bei der Sache Verlust ist: bevor man es erlebt hat, denkt man das man anders reagieren wird. Weil ich so cool bin (zwinker zwinker) , dachte ich immer das ich sehr entspannt mit so einem Verlust umgehen würde. Bullshit. Das werde ich dir sagen: es tat weh. Nicht nur metaphorisch. Verlust tut physisch weh. Mein ganzes Körper kribbelte, aber nicht dieses gute kribbeln, sonder dieses unangenehmes Kribbeln. Als hätte man mich im Eis kalten Wasser geschmissen mitten im Winter. Ja, so hat sich dieser Verlust angefühlt. Du denkst dir bestimmt jetzt: Aber Clara, ist ja ein Tier… mit einem Mensch ist das noch viel schlimmer! Ich weis. Ich hab auch schon Menschen verloren. Da musst du dieses Gefühl was ich beschrieben habe einfach zehn mal schlimmer vorstellen. Und dazu, kommen die schlaflosen Nächte. Die Tränen die nicht aufhören zu laufen. Die Schwierigkeit um richtig atmen zu können, als würde dein Körper sagen: wie soll ich weitermachen in eine Welt wo es diese Person nicht mehr körperlich existiert? 

Aber man macht weiter. Der Schmerz wird durch die Zeit und durch Ablenkung verblendet. Und man lebt weiter und man wird wieder glücklich… der Verlust ist da, aber man geht mit ihm um. 

Warum ich dir das schreibe? Weil jeder damit irgendwann konfrontiert wird, und vielleicht liest du das und es kann dir weiterhelfen. Oder du kannst mitfühlen. Ich weiß nicht warum ich das schreibe.

Mit liebe, 

Clara



sexta-feira, 18 de março de 2016

Sobre a liberdade do "não"

Sim ou não?
Não ou sim?
Muitas vezes, pelo sim, o que queremos é o não.
Digo que sim.
Penso que não.
Porque sim?
Quero não...
Mas já se foi o sim,
E talvez seja melhor, assim.
Não!
Porque não dizer não?
O sim, é assim, mais fácil?
A culpa do não, consome a alma...
Mas o desejo negado do não,
O sim sem querer assim,
Não traz bem nenhum pra mim.
Afundo em mim mesma.
N Ã O.



                                                                        n                   ã                               o

Parece até palavra difícil.
Parece não, é.
Palavra curta, palavra pesada.
Pesada?
Tente dizê-lá quando queres,
e de peso verás que ela não tem N A D A.
Pelo contrário, ela liberta.
E o que é liberdade?
Liberdade é acolher desejos.
Liberdade é dizer sim, quando o desejo diz sim.
Liberdade é dizer sim, quando sente a vontade do sim.
Liberdade, é dizer não.
Sem desculpa.
Sem culpa.
Só...
                                     não.

terça-feira, 8 de março de 2016

Crises

É dificil explicar algo que sentimos, para alguém que não sente de forma semelhante. A empatia se torna complexa.
Não há boa forma de explicar ansiedade, depressão. bipolaridade... Me atrevo até a dizer, que não há forma de explicar. Mas, minhas amigas e meus amigos, se você tem pessoas ao seu redor que passam por isso, há formas de lidar. Formas boas e formas ruins (e formas péssimas).
Deixa eu só contar uma coisinha aqui, chega pertinho pra você ouvir bem direitinho: Você falar que é só não pensarmos nisso, NÃO vai ajudar; Você dizer que isso é coisa de nossa cabeça. NÃO vai ajudar; Você se irritar com as crises, (definitivamente) NÃO vai ajudar.
Isso que nós sentimos, não é algo que se possa controlar, assim, do nada. Inclusive, sua grosseria e falta de empatia, só piora tudo... Pelo menos posso falar por mim.
Comecei a ter crises de ansiedade quando estava internada: o coração acelerado, a boca seca, visão turva, boca seca, tremedeira, desespero, falta de ar, choro, desespero, falta de ar... E eu não tinha noção do que aquilo era. Depois de um tempo, eu conseguia respirar melhor, respirava fundo e toda essa sensação ruim passava. E quando passava, era como se não tivesse acontecido. Mas eu não conseguia dormir. Milhares de pensamentos me atormentando de uma vez só. Mil preocupações. Mil culpas. Mil medos. Mil vozes de mim mesma, ou de lembranças, querendo rever situações e fazer algo diferente.
Se você nunca sentiu isso, de forma tão intensa, não saberá como é a sensação. Mas tudo bem. Você não precisa sofrer o mesmo que eu sofro, para ser gentil ou ter empatia. Basta nos escutar. Nos apoiar. Nos entender. E ser gentil, ser paciente, ser compreensivo.
Hoje em dia, estou melhor.
Melhor.
Mas sempre existem dias bons e dias ruins. E dias muito ruins.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Insistir para não desistir.

Valentina era uma menina. Uma menina como qualquer outra: diferente. 
Valentina sabia o que queria. Tinha tudo muito bem definido. Só não sabia o caminho para chegar aonde queria. E então ela tentava. E errava. E tentava. E errava. E tentava. E acertva. E tentava. E errava... 
Mas ela tentava. De um jeito meio (totalmente) torto, isso é inegavel. Mas ela tentava, de verdade. 
E há quem diga que quando você realmente quer, você consegue. 
Valentina gostava de pensar que as coisas poderiam, sim, dar errado. 
Então ela dizia que quando você realmente quer, você não desiste. 
Não importa se ela tivesse que tentar 50 vezes. Errar 49, para acertar uma. 
Sim, quando você quer, você consegue. Depois de inúmeras tentativas falhas. 
E quando vinha o acerto, ela dizia com toda propriedade que lhe era de direito: Eu consegui porque eu não desisti, e não por não ter dado errado. Inclusive consegui por causa dos erros. Sim... Se não houvessem os erros, também não haveriam os acertos. Haveriam? 
Valentina não era uma desistente. Em uma época, ela se tornou. Porque? Desmotivação. Desistir de não desistir. Não enxergar sentido na vida, talvez. Mas a vida tem dessas coisas... A vida tem dessas quedas, desse altos e baixos. 
Mas então ela retornou... 
E (re)começou a tentar.