É dificil explicar algo que sentimos, para alguém que não sente de forma semelhante. A empatia se torna complexa.
Não há boa forma de explicar ansiedade, depressão. bipolaridade... Me atrevo até a dizer, que não há forma de explicar. Mas, minhas amigas e meus amigos, se você tem pessoas ao seu redor que passam por isso, há formas de lidar. Formas boas e formas ruins (e formas péssimas).
Deixa eu só contar uma coisinha aqui, chega pertinho pra você ouvir bem direitinho: Você falar que é só não pensarmos nisso, NÃO vai ajudar; Você dizer que isso é coisa de nossa cabeça. NÃO vai ajudar; Você se irritar com as crises, (definitivamente) NÃO vai ajudar.
Isso que nós sentimos, não é algo que se possa controlar, assim, do nada. Inclusive, sua grosseria e falta de empatia, só piora tudo... Pelo menos posso falar por mim.
Comecei a ter crises de ansiedade quando estava internada: o coração acelerado, a boca seca, visão turva, boca seca, tremedeira, desespero, falta de ar, choro, desespero, falta de ar... E eu não tinha noção do que aquilo era. Depois de um tempo, eu conseguia respirar melhor, respirava fundo e toda essa sensação ruim passava. E quando passava, era como se não tivesse acontecido. Mas eu não conseguia dormir. Milhares de pensamentos me atormentando de uma vez só. Mil preocupações. Mil culpas. Mil medos. Mil vozes de mim mesma, ou de lembranças, querendo rever situações e fazer algo diferente.
Se você nunca sentiu isso, de forma tão intensa, não saberá como é a sensação. Mas tudo bem. Você não precisa sofrer o mesmo que eu sofro, para ser gentil ou ter empatia. Basta nos escutar. Nos apoiar. Nos entender. E ser gentil, ser paciente, ser compreensivo.
Hoje em dia, estou melhor.
Melhor.
Mas sempre existem dias bons e dias ruins. E dias muito ruins.
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