Sim ou não?
Não ou sim?
Muitas vezes, pelo sim, o que queremos é o não.
Digo que sim.
Penso que não.
Porque sim?
Quero não...
Mas já se foi o sim,
E talvez seja melhor, assim.
Não!
Porque não dizer não?
O sim, é assim, mais fácil?
A culpa do não, consome a alma...
Mas o desejo negado do não,
O sim sem querer assim,
Não traz bem nenhum pra mim.
Afundo em mim mesma.
N Ã O.
n ã o
Parece até palavra difícil.
Parece não, é.
Palavra curta, palavra pesada.
Pesada?
Tente dizê-lá quando queres,
e de peso verás que ela não tem N A D A.
Pelo contrário, ela liberta.
E o que é liberdade?
Liberdade é acolher desejos.
Liberdade é dizer sim, quando o desejo diz sim.
Liberdade é dizer sim, quando sente a vontade do sim.
Liberdade, é dizer não.
Sem desculpa.
Sem culpa.
Só...
não.
sexta-feira, 18 de março de 2016
terça-feira, 8 de março de 2016
Crises
É dificil explicar algo que sentimos, para alguém que não sente de forma semelhante. A empatia se torna complexa.
Não há boa forma de explicar ansiedade, depressão. bipolaridade... Me atrevo até a dizer, que não há forma de explicar. Mas, minhas amigas e meus amigos, se você tem pessoas ao seu redor que passam por isso, há formas de lidar. Formas boas e formas ruins (e formas péssimas).
Deixa eu só contar uma coisinha aqui, chega pertinho pra você ouvir bem direitinho: Você falar que é só não pensarmos nisso, NÃO vai ajudar; Você dizer que isso é coisa de nossa cabeça. NÃO vai ajudar; Você se irritar com as crises, (definitivamente) NÃO vai ajudar.
Isso que nós sentimos, não é algo que se possa controlar, assim, do nada. Inclusive, sua grosseria e falta de empatia, só piora tudo... Pelo menos posso falar por mim.
Comecei a ter crises de ansiedade quando estava internada: o coração acelerado, a boca seca, visão turva, boca seca, tremedeira, desespero, falta de ar, choro, desespero, falta de ar... E eu não tinha noção do que aquilo era. Depois de um tempo, eu conseguia respirar melhor, respirava fundo e toda essa sensação ruim passava. E quando passava, era como se não tivesse acontecido. Mas eu não conseguia dormir. Milhares de pensamentos me atormentando de uma vez só. Mil preocupações. Mil culpas. Mil medos. Mil vozes de mim mesma, ou de lembranças, querendo rever situações e fazer algo diferente.
Se você nunca sentiu isso, de forma tão intensa, não saberá como é a sensação. Mas tudo bem. Você não precisa sofrer o mesmo que eu sofro, para ser gentil ou ter empatia. Basta nos escutar. Nos apoiar. Nos entender. E ser gentil, ser paciente, ser compreensivo.
Hoje em dia, estou melhor.
Melhor.
Mas sempre existem dias bons e dias ruins. E dias muito ruins.
Não há boa forma de explicar ansiedade, depressão. bipolaridade... Me atrevo até a dizer, que não há forma de explicar. Mas, minhas amigas e meus amigos, se você tem pessoas ao seu redor que passam por isso, há formas de lidar. Formas boas e formas ruins (e formas péssimas).
Deixa eu só contar uma coisinha aqui, chega pertinho pra você ouvir bem direitinho: Você falar que é só não pensarmos nisso, NÃO vai ajudar; Você dizer que isso é coisa de nossa cabeça. NÃO vai ajudar; Você se irritar com as crises, (definitivamente) NÃO vai ajudar.
Isso que nós sentimos, não é algo que se possa controlar, assim, do nada. Inclusive, sua grosseria e falta de empatia, só piora tudo... Pelo menos posso falar por mim.
Comecei a ter crises de ansiedade quando estava internada: o coração acelerado, a boca seca, visão turva, boca seca, tremedeira, desespero, falta de ar, choro, desespero, falta de ar... E eu não tinha noção do que aquilo era. Depois de um tempo, eu conseguia respirar melhor, respirava fundo e toda essa sensação ruim passava. E quando passava, era como se não tivesse acontecido. Mas eu não conseguia dormir. Milhares de pensamentos me atormentando de uma vez só. Mil preocupações. Mil culpas. Mil medos. Mil vozes de mim mesma, ou de lembranças, querendo rever situações e fazer algo diferente.
Se você nunca sentiu isso, de forma tão intensa, não saberá como é a sensação. Mas tudo bem. Você não precisa sofrer o mesmo que eu sofro, para ser gentil ou ter empatia. Basta nos escutar. Nos apoiar. Nos entender. E ser gentil, ser paciente, ser compreensivo.
Hoje em dia, estou melhor.
Melhor.
Mas sempre existem dias bons e dias ruins. E dias muito ruins.
quarta-feira, 5 de março de 2014
Insistir para não desistir.
Valentina era uma menina. Uma menina como qualquer outra: diferente.
Valentina sabia o que queria. Tinha tudo muito bem definido. Só não sabia o caminho para chegar aonde queria. E então ela tentava. E errava. E tentava. E errava. E tentava. E acertva. E tentava. E errava...
Mas ela tentava. De um jeito meio (totalmente) torto, isso é inegavel. Mas ela tentava, de verdade.
E há quem diga que quando você realmente quer, você consegue.
Valentina gostava de pensar que as coisas poderiam, sim, dar errado.
Então ela dizia que quando você realmente quer, você não desiste.
Não importa se ela tivesse que tentar 50 vezes. Errar 49, para acertar uma.
Sim, quando você quer, você consegue. Depois de inúmeras tentativas falhas.
E quando vinha o acerto, ela dizia com toda propriedade que lhe era de direito: Eu consegui porque eu não desisti, e não por não ter dado errado. Inclusive consegui por causa dos erros. Sim... Se não houvessem os erros, também não haveriam os acertos. Haveriam?
Valentina não era uma desistente. Em uma época, ela se tornou. Porque? Desmotivação. Desistir de não desistir. Não enxergar sentido na vida, talvez. Mas a vida tem dessas coisas... A vida tem dessas quedas, desse altos e baixos.
Mas então ela retornou...
E (re)começou a tentar.
Valentina sabia o que queria. Tinha tudo muito bem definido. Só não sabia o caminho para chegar aonde queria. E então ela tentava. E errava. E tentava. E errava. E tentava. E acertva. E tentava. E errava...
Mas ela tentava. De um jeito meio (totalmente) torto, isso é inegavel. Mas ela tentava, de verdade.
E há quem diga que quando você realmente quer, você consegue.
Valentina gostava de pensar que as coisas poderiam, sim, dar errado.
Então ela dizia que quando você realmente quer, você não desiste.
Não importa se ela tivesse que tentar 50 vezes. Errar 49, para acertar uma.
Sim, quando você quer, você consegue. Depois de inúmeras tentativas falhas.
E quando vinha o acerto, ela dizia com toda propriedade que lhe era de direito: Eu consegui porque eu não desisti, e não por não ter dado errado. Inclusive consegui por causa dos erros. Sim... Se não houvessem os erros, também não haveriam os acertos. Haveriam?
Valentina não era uma desistente. Em uma época, ela se tornou. Porque? Desmotivação. Desistir de não desistir. Não enxergar sentido na vida, talvez. Mas a vida tem dessas coisas... A vida tem dessas quedas, desse altos e baixos.
Mas então ela retornou...
E (re)começou a tentar.
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
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